domingo, janeiro 23, 2022

BNDES vai antecipar resgate de R$ 50 bi ao Tesouro

22/09 – Contabilidade na TV
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai antecipar o resgate ao Tesouro Nacional de R$ 50 bilhões. O pagamento da primeira parcela, no valor de R$ 33 bilhões será feito na próxima semana, e a segunda, de R$ 17 bilhões, em outubro.
A informação foi dada ontem (21) pelo diretor da Área Financeira e Internacional do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas, na abertura da sessão especial do Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae).
“Estamos resgatando antecipadamente”, confirmou Thadeu de Freitas. Ele explicou que o BNDES tem um contrato longo com o Tesouro, que está resgatando “dentro do que foi acertado”. Segundo o diretor, há espaço para que o banco efetue esse resgate. “Não vejo motivo nenhum para não fazê-lo”.
A intenção do governo federal para que o BNDES devolva R$ 130 bilhões ao Tesouro ainda está sendo negociada, segundo Thadeu de Freitas. “O resgate antecipado para 2018 está sendo discutido com o Tesouro e, provavelmente, vão chegar, ao longo do tempo, a números”.
Thadeu de Freitas disse que para ter capacidade de emprestar e devolver recursos ao Tesouro, inclusive, o BNDES terá que buscar recursos que lhe permitam concorrer no mercado de capitais a um custo menor. “O BNDES quer ter um ‘funding’ que permita a ele ser competitivo no longo (prazo), mas não pode ter um ‘funding’ caro que não possa emprestar”.
O BNDES, segundo o diretor, vai procurar fontes alternativas de captação de recursos via bônus externos, principalmente, a um custo mais barato.
Repasses
De acordo com informação do BNDES, o saldo atual de repasses do Tesouro ao banco é de R$ 452,6 bilhões. Em 2015, o BNDES pagou antecipadamente ao Tesouro R$ 15 bilhões; em janeiro de 2016, foram pagos R$ 13 bilhões e, em dezembro do ano passado, foi efetuado o resgate de R$ 100 bilhões.
Calote
Thadeu de Freitas descartou a possibilidade de o BNDES sofrer calote do governo da Venezuela por empréstimos feitos na área de infraestrutura, porque “o banco só opera na área externa com o Fundo Garantidor de Crédito. Ele tem todas as garantias do fundo e tem garantias que ele pega também”. Não há risco de calotes ou possíveis calotes, assegurou. “O banco tem uma capacidade enorme de pegar garantias”. Para o banco, isso não é preocupante, acrescentou. O Tesouro Nacional é o fiador do Fundo Garantidor de Crédito.
Edição: Fernando Fraga
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil
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