quarta-feira, janeiro 26, 2022

Confiança da Construção recua em março

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, caiu 2,5 pontos, configurando a maior queda na margem desde junho de 2018 (-2,9 pontos). O indicador passou para 82,5 pontos, menor valor desde outubro de 2018 (81,8 pontos). Em médias móveis trimestrais, o ICST recuou 1,0 ponto em março depois de seis altas consecutivas.

“O ritmo muito lento de crescimento da economia está minando a confiança mostrada pelos empresários da construção no final de 2018. Em março, a percepção que prevaleceu foi de que a atividade retrocedeu, abalando também a confiança na melhora de curto prazo. O resultado de março acende uma luz amarela que reforça a preocupação com a retomada dos investimentos”, avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

A queda do ICST em março deveu-se tanto à piora da situação corrente das empresas quanto às perspectivas de curto prazo do empresariado. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) caiu 2,4 pontos, atingindo 72,0 pontos, o que representa menor valor desde agosto de 2018 (71,7 pontos).

O resultado negativo do ISA-CST foi influenciado pela queda de dois indicadores: o indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios recuou 2,1 pontos, passando para 73,6 pontos, e o indicador que mede a percepção sobre a situação atual da carteira de contratos caiu 2,7 pontos, para 70,6 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 2,5 pontos, recuando para 93,5 pontos. O indicador que mais influenciou a queda foi o que mede o otimismo com a demanda prevista para os três meses seguintes, que cedeu 4,0 pontos, atingindo 91,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor recuou 1,7 ponto percentual, para 65,3% em março. Tanto oNUCI para Máquinas e Equipamentos quanto o NUCI para Mão de Obra também recuaram 1,7 ponto percentual.
ICST reverte a tendência de alta

O ritmo de melhora observada no último trimestre do ano passado não se sustentou. Especialmente em fevereiro e março, a confiança do empresário recuou na margem e praticamente anulou crescimento anterior. Em médias móveis trimestrais, a queda do ICST foi generalizada, atingindo os principais segmentos do setor. “O segmento de Edificações Residenciais apresentou a maior queda na confiança, um movimento que pode estar relacionado ao contingenciamento de recursos do Orçamento da União nesse início de ano e que vem atingindo o Programa Minha Casa Minha Vida”, observou Ana Maria.

O resultado desse trimestre sugere que a recuperação do setor continuará lenta ao longo ano.

A edição de março de 2019 coletou informações de 553 empresas entre os dias 01 e 22 deste mês.
A próxima divulgação da Sondagem da Construção ocorrerá em 26 de abril de 2019.

Acesse press release

Por Portal IBRE FGV

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