sexta-feira, janeiro 21, 2022

Conselho da CNI desenvolve agenda de trabalho para fortalecer a indústria de defesa

Estudos em desenvolvimento buscam oferecer subsídios para se entender dificuldades e oportunidades do setor. Durante reunião do Condefesa, industriais defenderam previsibilidade de projetos e a ampliação de investimentos

O presidente do Conselho Temático da Indústria de Defesa (Condefesa) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Glauco Côrte, afirmou nesta segunda-feira (24) que a confederação vem desenvolvendo estudos para entender as dificuldades e oportunidades no setor. Segundo ele, a proposta é sinalizar temas prioritários para a construção de uma agenda de trabalho sobre a elevação da competitividade da indústria de defesa.

“Buscamos defender os interesses da base de defesa e fortalecer a soberania nacional por meio da ‘tríplice hélice’ que congrega governo, setor produtivo e academia”, afirmou, durante reunião do conselho, em Brasília (DF). “Trabalharemos pela geração de oportunidades, parcerias e negócios, bem como pelo desenvolvimento da inovação dessa estratégica área nacional”, ressaltou o presidente do conselho.

Dentre os principais desafios para a indústria de defesa mapeados estão a disponibilidade de crédito e financiamento para produtos de defesa, a previsibilidade orçamentária do Governo e Forças Armadas e ausência de uma política robusta de incentivo às exportações. Esta foi a segunda reunião do Condefesa, criado pela CNI em novembro de 2018.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO – O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, disse que o conselho deve trabalhar, agora, para fomentar a indústria da defesa, com a atração de investimentos e a geração de emprego e renda dentro do Brasil. “Precisamos atuar para desenvolver a indústria de defesa nacional e, por meio dela, contribuir para o desenvolvimento econômico do país”, afirmou.

O ex-comandante do Exército Brasileiro e atual assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Eduardo Villas Bôas, afirmou que o Condefesa começa a se consolidar e avançar nos seus propósitos. A seu ver, muitas vezes é até impossível separar os setores de defesa e segurança. O general ressaltou que é preciso trabalhar para obter recursos e apoio para a indústria de defesa.

“Há uma integração entre defesa e segurança, inviabilizando, muitas vezes, a separação entre esses dois setores, até porque as Forças Armadas têm participado muito das atividades de segurança pública”, disse.

EIXOS DA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA – O secretário Nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, afirmou que, hoje, os três grandes eixos das ações do governo federal na área de segurança pública são o combate à corrupção, ao crime organizado e a crimes violentos. Ele disse ainda que o governo tem incentivado as polícias civis, militares e em todo o Brasil a investir na indústria nacional de defesa.

Durante a reunião do conselho, o secretário ressaltou que defesa e segurança pública são dois conceitos diferentes. Segundo ele, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) tem buscado uma agenda para criar condições para o fortalecimento da indústria nacional de defesa.

“O pessoal associa defesa a arma, a canhão, a míssil. Defesa não é só isso. Tem o processo de simulação tecnológica, inovação e o uso dessas tecnologias geradas na defesa no campo civil. Então, é importante levar o conhecimento à sociedade sobre o que representa a defesa e a segurança pública”, afirmou.

Segundo o secretário, entre os princípios da política nacional de segurança pública estão a promoção da produção de conhecimento sobre segurança pública; a otimização dos recursos materiais, humanos e financeiros das instituições; e a simplicidade, informalidade, economia procedimental e celeridade no serviço prestado à sociedade.

MAIS INVESTIMENTOS – O diretor de Relações Institucionais do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde), Luiz Monteiro, defendeu a ampliação dos investimentos na indústria de defesa. Segundo ele, hoje, o Brasil destina 1,4% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para esse setor. “Poderia ser de 2%, como o Chile. Países menores que o Brasil investe mais em defesa que a gente. Quem tem dinheiro paga por segurança, e essa segurança privada, infelizmente, é a que menos gera desenvolvimento tecnológico e desenvolvimento no Brasil”, afirmou Monteiro, que também é diretor do Departamento de Defesa e Segurança da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Conselheiro do Fórum de Defesa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Roberto Gallo, ressaltou a responsabilidade do Estado no aquecimento do setor por meio das compras governamentais, a previsibilidade dos projetos e orçamento, bem como o apoio a inserção da indústria de defesa brasileiro no mercado mundial.

“A responsabilidade do Estado é inescapável. A compra estatal garante por si só o apoio massivo à exportação”, afirmou.

Por Portal da Indústria

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