sexta-feira, janeiro 28, 2022

Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro vai fomentar vocações regionais

Polo automotivo ganha destaque para geração de emprego e renda

Aprimorar e cada vez mais fomentar as vocações econômicas de cada região do estado. É com esse objetivo que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda vem trabalhando desde o início do ano. Entre os planejamentos da pasta, comandada por Lucas Tristão, está a captação de investimentos para o Rio de Janeiro por meio das atividades fluminenses, entre elas a indústria têxtil da Região Serrana, o segmento logístico da Avenida Washington Luiz, as empresas de cosméticos do Grande Rio, além do polo metal mecânico do Sul Fluminense.

– Já temos conhecimento de todas as amarras que travam hoje o crescimento e a geração de emprego e renda no estado. Na nossa secretaria também cuidamos daqueles que estão desempregados, através dos postos Sine espalhados pelo estado. Vamos reorganizar a distribuição das vagas oferecidas pelas empresas que aqui já estão para fortalecer o mercado. Nossa meta é reinventar o Rio de Janeiro – disse o secretário.

No início de março, o anúncio do investimento no Polo Automotivo do Sul Fluminense marcou a nova fase da Secretaria. A fábrica de Resende da Volkswagen Caminhões e Ônibus, atual centro mundial de produção e desenvolvimento de veículos da montadora, vai receber o investimento de R$ 1,5 bilhão. Para Tristão, este é o resultado do trabalho de aproximação do governo junto aos investidores da iniciativa privada.

– A cada cinco anos, a empresa faz a revisão dos investimentos aqui no Estado do Rio de Janeiro. Estive com o governador na Alemanha para uma rodada de encontros e conseguimos firmar o compromisso com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, diante de alguns compromissos nossos, como a implantação da política de compliance, o fortalecimento da segurança pública e da própria imagem do Rio de Janeiro perante o mercado exterior, e garantimos mais R$ 1,5 bilhão em investimentos. Importante salientar que, em todos os planos anteriores da empresa, o aporte de investimentos da Volkswagen Caminhões era de R$ 1 bilhão. Este foi o primeiro que conseguimos aumentar o ritmo do investimento e atrair mais credibilidade para o Rio de Janeiro – disse.

Cluster automotivo

Para Tristão, o desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro não passa somente pela atração de novas indústrias, mas principalmente pelo fortalecimento de empresas que já estão instaladas no estado, bem como pelo incentivo e indução de novos negócios destas companhias com sedes fluminenses. Por isso, um recente encontro com empresários do chamado cluster automotivo do Sul Fluminense abriu o diálogo entre o Governo do Estado e as quase 20 empresas do setor – cinco montadoras e fornecedores. Localizadas nos municípios de Quatis, Porto Real, Itatiaia e Resende, as empresas, que são concorrentes entre si, trabalham em conjunto para o crescimento do estado.

– Há algo de muito interesse nisso, pois são empresas concorrentes entre si para fora, para dentro, trabalham em conjunto. Essa é a filosofia de trabalho que queremos implementar na iniciativa privada no Rio de Janeiro e deixamos claro que somos todos parceiros. Se todas as empresas que estão no Rio crescem, o estado cresce junto – salientou o secretário.

Tristão explicou sobre alternativas que estão sendo estudadas sobre as demandas dos empresários:

– A pasta de Desenvolvimento Econômico vem pensando em uma solução para a deficiência energética do cluster, que é a implantação de um parque de energia fotovoltaica dentro dos próprios distritos industriais. Com a medida, seria possível atrair novos investimentos, gerar mais empregos e renda dentro deste segmento econômico e, ainda, sanar o problema dos picos de energia. Além disso, anunciamos o apoio para a melhora de infraestrutura, como, por exemplo, nos acessos rodoviários, e nos oferecemos para ajudar na interlocução junto ao Governo Federal.

Projeto Comunidade-Cidade

Uma das principais políticas do governo voltadas para a habitação e resgate social, o Comunidade-Cidade prevê a realocação de famílias que moram em comunidades, principalmente aquelas que vivem em áreas de risco.

– Será a marca do nosso governo e é prioritário para nós, em virtude dos benefícios que ele trará para a população do Rio. Nesse primeiro momento, estamos buscando investidores para o novo projeto habitacional e, em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, está sendo feito um mapeamento dos residentes das comunidades porque é preciso fazer a regularização fundiária antes de desapropriar os terrenos para poder abrir as ruas. Temos planos de instalação de luz, gás, água e saneamento básico nessas comunidades – disse Tristão.

Por Carolina Perez / Governo do Rio de Janeiro

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