quinta-feira, janeiro 27, 2022

Empreendedores provocam alta de 44% no microcrédito

19/06 – O saldo de microcrédito para pessoas físicas saltou de R$ 2,72 bilhões em abril do ano passado para R$ 3,93 bilhões no mesmo mês de ano, aumento de 44,1% segundo dados do Banco Central, um crescimento bastante acentuado se comparado com o crédito total para pessoas físicas que cresceu 18,9%. Na comparação de concessão mensal, o aumento é ainda mais expressivo. Em abril do ano passado foram concedidos R$ 453 milhões, enquanto que em abril deste ano foram R$ 686 milhões, crescimento de 61,1%.

As razões apontadas para esse crescimento são diversas, mas passam principalmente pelo crescimento das classes C e D e pela entrada com mais força dos bancos públicos nesse segmento. Para o superintendente de microcrédito do banco Santander, Jeronimo Ramos, esse último elemento foi essencial para o crescimento do microcrédito.
“Em 2011, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal entraram com mais força nesse segmento. Antes disso, eles tinham pouca ou nenhuma atuação, essa movimentação fez com todo setor tivesse um impulso muito grande e ajuda a explicar o porquê do crescimento acima da média do resto do crédito”, afirmou.
A entrada dos bancos públicos está ligada ao surgimento do Programa Nacional de Microcrédito do governo federal, que visa fortalecer o empreendedorismo no país. “Alinhado ao Programa Nacional de Microcrédito [Crescer] do governo federal, o Banco iniciou, em setembro de 2011, sua atuação no Microcrédito Produtivo Orientado [MPO], que é oferecido para atender empreendedores pessoas físicas e jurídicas de atividades produtivas de pequeno porte”, afirmou o diretor de Micro e Pequenas Empresas do BB, Adilson Anísio. “Pelo MPO, o BB atendeu cerca de 775 mil clientes até março de 2013. Ao final do 1º trimestre de 2013, o desembolso da linha BB Microcrédito Empreendedor foi de R$ 837 milhões”, complementou.
O maior dinamismo econômico, com ascensão de milhões de pessoas para a nova classe média, também foi outro impulso para o segmento. “Os empreendedores das classes C, D muitas vezes não possuem a estrutura necessária para usufruir do sistema financeiro formal e isso acaba impedido o crescimento do negócio. O microcrédito surge como alternativa para proporcionar a inclusão bancária dessas pessoas e possibilitar que essas microempresas tenham crescimento sustentável. Os empreendedores não são informais porque querem, mas porque não têm condições de buscar a formalidade. Quando têm educação financeira e acesso ao crédito, também têm condições de crescer e buscar a formalização”, afirmou o superintendente do Itaú Microcrédito, Eduardo Ferreira.
O Nordeste é visto pelo Santander como região com maior potencial de crescimento para os próximos anos. “A nossa atuação na região tem crescido muito, principalmente para apoiar negócios ligados a artesanato”, afirmou Jeronimo Ramos.
Nos próximos meses, a previsão dos analistas de mercado é que a perspectiva é de há espaço para mais crescimento. “As perspectivas são as mais alentadoras, visto que a inserção das classes C e D não para de ocorrer e acabam demandando mais o microcrédito. Ele vai continuar sendo outorgado em pequenas quantidades para pequenas e micro empresas, empreendedor individual, sociedades com um só sócio”, afirmou o presidente da Cobrart Gestão de Ativos, Luiz Felizardo Barroso. 
Fonte: DCI – SP / por Fenacon
Escrito por: Caio Zinet
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