sexta-feira, janeiro 28, 2022

Emprego entre jovens é tema de debate entre o Ministério e Dieese

18/11 – MTE

Fabrício Castro/ASCOM – Ministério do Trabalho

As ações de qualificação e políticas de inserção dos jovens no mercado de trabalho foram debatidas pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, durante a segunda reunião sobre a Sala de Situação dos Indicadores do Mercado de Trabalho do Dieese. O encontro aconteceu nesta semana, em Brasília, e teve como objetivo propor soluções ao desemprego de jovens de 15 a 29 anos – a faixa etária que mais sofre com o fechamento das vagas formais.

Segundo Ronaldo Nogueira, “o número de jovens ainda em situação de desemprego é consideravelmente preocupante. Nós pretendemos, como política do Ministério do Trabalho, implementar ações para qualificar os jovens e diminuir esse gargalo de desemprego”.
Um estudo do Diesse, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentou dados em cinco regiões metropolitanas brasileiras: Distrito Federal, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e São Paulo. Nessas cidades, o desemprego entre os jovens varia de 19,2%, em Porto Alegre, a 38%, em Salvador. Em Fortaleza, o percentual é de 24%; em São Paulo, 29%; e no Distrito Federal, 32,3%.
Precariedade e desemprego – Em quatro regiões metropolitanas, das cinco pesquisadas, os jovens são maioria entre os desempregados. A única capital em que eles são minoria é Salvador, onde representam 49,3% dos desempregados contra 50,7% dos não jovens. Em Porto Alegre, a juventude é 52,4% do total desempregados; em São Paulo, 57%; no Distrito Federal, 60,9%; e, em Fortaleza, 63,6%.
A coordenadora técnica do Sistema Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese, Lúcia Garcia, acrescenta que esses jovens despendem entre 27 e 42 semanas para encontrar um emprego. Quando perdem esse emprego, a maioria fica entre seis meses e um ano desempregada. E quando conseguem se colocar em uma vaga, ela é ruim.
“A juventude, sobretudo a localizada na faixa etária que vai dos 18 aos 24 anos, é trabalhadora, tenta conciliar estudos com trabalho, mas quando consegue emprego é normalmente ruim – com salário menor e baixa proteção social. É, sem dúvida, a faixa que mais sofre com o desemprego”, analisou.
Para o ministro do Trabalho, a solução para o problema passa pela qualificação. “Precisamos desenvolver políticas públicas para qualificar o jovem, para que ele esteja capacitado para atender as demandas do mercado. Estamos observando essa situação e encontraremos uma solução”, afirmou.

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