segunda-feira, janeiro 24, 2022

Empresas apontam produtividade e qualidade da mão de obra como principais focos de investimento

Estudo organizado pela Deloitte contou com a opinião de 106 empresas do Sul e Sudeste dos principais setores da economia sobre práticas e tendências em Recursos Humanos
A nova edição da Pesquisa de Remuneração, realizada pela Deloitte, aponta quais são as tendências em práticas do mercado para estratégias em gestão de pessoas a partir das informações reveladas pelas 106 empresas participantes das regiões Sul e Sudeste. Os dados mais relevantes apresentam que os três grandes investimentos para 2013 são melhorar a qualidade e produtividade da mão de obra (82%), desenvolver a área de recursos humanos (81%) e trabalhar no desenvolvimento organizacional – revisão de estrutura e de processos (79%).

Uma boa notícia para os trabalhadores dessas regiões é que 89% das empresas ouvidas pretendem manter ou até ampliar o seu número de empregados. Já na área de gestão do capital humano, projetos de mudança de estrutura organizacional continuam sendo tendência também para 2013, seguidos de redesenho de processos e implantação de novos sistemas de informação.
O empresariado pretende investir em treinamento (60%), o que corresponderá a 1% do faturamento líquido médio das empresas analisadas – valor sem variação em relação ao ano anterior. Além disso, a reavaliação dos sistemas de remuneração também está prevista para 45% dos respondentes.
Embora as empresas compreendam a importância de desenvolver estratégias de gestão de talentos, somente 14% das empresas possuem programas formais de retenção de talentos. “Os líderes de RH e de negócios estão cada vez mais focados em investir em estratégias e programas de RH voltados ao desenvolvimento de talentos dentro de suas organizações. Mais do que intensificar esforços e os níveis de investimento para recrutar e reter uma força de trabalho diversificada é necessário reformular os programas de desenvolvimento organizacionais para que as capacidades requeridas ao negócio sejam criadas, além de impulsionar a inovação – fundamental para o crescimento sustentável”, afirma Roberta Yoshida, diretora da área de Consultoria em Gestão de Capital Humano e responsável pela pesquisa nas regiões Sul e Sudeste.
Ao tratar de práticas de recrutamento, as mais utilizadas para seleção de pessoal variam de acordo com o nível hierárquico. Para cargos executivos, as empresas de assessoria e consultoria (como headhunting) são as mais utilizadas (67% – diretores e 70% – gerentes), seguidas do recrutamento interno (29% – diretores e 49% – gerentes). Para os demais cargos, os formatos mais utilizados são o recrutamento interno (76%), os currículos enviados para a empresa via internet ou e-mail (70%) e a indicação de outros funcionários (61%).
Os principais esforços da área de recursos humanos estão concentrados atualmente para: ajudar a empresa e/ou outras áreas nos processos de mudança organizacional (74%), aprimorar os sistemas de comunicação interna na organização (68%) e implantar ou revisar programas de capacitação de mão de obra (62%).
Benefícios e políticas salariais em destaque
O benefício mais bem avaliado para melhoria do custo ou qualidade foi o de Assistência Médica. A pesquisa apontou um aumento no percentual do subsídio médio desse benefício concedido pelas empresas para todos os níveis hierárquicos, além de um acréscimo no custo total por família em relação à pesquisa do ano passado.
Sobre política salarial, 75% das empresas reajustaram os salários usando percentuais acima ou iguais à inflação. Por outro lado, 16% das empresas optaram por usar alíquotas abaixo dos 5% do IPCA no período. Além disso, o tipo de remuneração mais utilizado pelas empresas, além da remuneração fixa, é a PLR (Participação nos lucros e resultados).
O estudo também revelou que a participação das mulheres em cargos de direção aumentou 8% em comparação com a edição do ano passado da Pesquisa de Remuneração.
Sobre a Pesquisa de Remuneração
A Pesquisa de Remuneração chega a sua 22ª edição com o intuito de identificar a competitividade entre salários, benefícios e as políticas de Recursos Humanos com base no empresariado do Sul e Sudeste.
Nesse ano, contou com um total de 129 empresas, sendo que 106 responderam o questionário de tendências e indicadores, abrangendo os aspectos de perspectivas de negócios e práticas em Recursos Humanos para o ano de 2013. Ela é uma ferramenta fundamental na base para a construção e manutenção do sistema de remuneração estratégica das organizações.
Fonte: CNC Comunicação – Assessoria de imprensa da Deloitte no Paraná e Santa Catarina
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