quarta-feira, janeiro 26, 2022

Geração de empregos começa a perder fôlego em Santa Catarina

07/04 – Thiago Santaella e Claudine Nunes / Diário Catarinense / Jornal de Santa Catarina
Santa Catarina continua criando vagas de emprego — é o Estado líder nesse quesito no país, inclusive —, mas é unânime o fato de que o fôlego está acabando e o ritmo de 2015 deve ser menor do que o ano passado, com desdobramentos incertos. A indústria, por exemplo, deve produzir menos do que em 2014, e pode começar a demitir.
— Isso vai depender de quão forte vai ficar a recessão nesse ano. As vendas na indústria estão caindo e a gente observa uma redução das horas trabalhadas. Esperamos que isso não afete o emprego, mas tudo vai depender do comportamento econômico dos próximos meses — explica Graciella Martignago, economista consultora da Federação das Indústrias de Santa Catarina.
Essa desaceleração no setor vem ocorrendo desde outubro do ano passado. E começa a se concretizar em números nesses dois primeiros meses. A indústria mecânica catarinense tinha criado, até fevereiro de 2014, 2458 vagas, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. Agora, o saldo foi de apenas 82 novos postos de trabalho, um crescimento de 0,13%.
— A gente poderia dizer que (o desemprego) estabilizou em um patamar baixo — disse José Álvaro, supervisor técnico do Dieese em Santa Catarina.
O índice estatístico mais recente de emprego no Estado é o de desocupação do PNAD 2014, de apenas 3,1%. Isso caracteriza uma situação de pleno emprego. É, no entanto, um retrato de 2013, quando a pesquisa foi realizada. Não há medições mensais sobre desemprego em Santa Catarina, nem pelo IBGE e nem pelo Dieese, que faz esse cálculo em outras regiões metropolitanas do país.
— Não temos bola de cristal para saber como vai terminar o ano. Esses três primeiros meses foram preocupantes. Mas mais importante são esses meses que ainda vão vir — disse o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt.
O comércio foi o setor mais afetado até o momento. O saldo foi de menos 5.303 empregos no acumulado dos últimos 12 meses. No ano passado, para efeito de comparação, foram 788 vagas cortadas. Os dados são de fevereiro, período em que tradicionalmente há uma redução de funcionários temporários, mas não na mesma escala apresentada nesse ano.
O setor de serviços acumula, até fevereiro, um crescimento de 0,8% em 12 meses, mas também com desaceleração. Tinha crescido 1,6% no mesmo período em 2014.
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