quinta-feira, janeiro 20, 2022

Guardar x Investir: entenda a diferença de cada um

Guardar dinheiro é bem diferente de aplicar. Confira as características de cada modalidade e defina qual é melhor para o seu objetivo

Certamente um dos grandes desejos de qualquer trabalhador é poder chegar no fim do mês e ver que sobrou um dinheiro em seu salário. Isso significa que, além de pagar suas contas em dia, ele pode começar a traçar novos planos para a sua vida.

Pode ser as férias que ele sempre desejou tirar, o jantar especial com seu parceiro ou parceira, o reparo necessário na casa, entre outras coisas. A lista é grande e tudo o que ele precisa fazer é guardar o dinheiro até conseguir juntar o valor necessário para o seu sonho.

Ou seria melhor investir para atingir seu objetivo mais rápido?

Muitas pessoas tratam os conceitos de poupança e investimento como sinônimos quando, na verdade, representam visões antagônicas no mundo dos negócios. Quem investe bastante normalmente evita guardar seu dinheiro – e vice-versa.

Essas ideias têm a ver com o perfil de cada indivíduo e como ele lida com o dinheiro e com os riscos. Descubra as diferenças entre guardar e arriscar e veja qual opção é melhor para você atingir seu objetivo.

Afinal, não são a mesma coisa?
Guardar e investir o dinheiro partem da mesma ideia: realizar um sonho ou objetivo da pessoa. Contudo, possuem premissas diferentes que tem a ver com o comportamento pessoal, sua necessidade e o tempo que ele está disposto a encarar para atingir sua meta.

O hábito de guardar dinheiro consiste em economizar um valor por um determinado período para alcançar um objetivo futuro. Essa tática é utilizada quando queremos viajar a algum destino, comprar itens que desejamos ou para manter uma reserva em caso de imprevistos.

Investir, por sua vez, tem como objetivo principal aumentar o rendimento financeiro. Ao invés de deixar o dinheiro parado, você pega esse excedente e coloca em outra aplicação para tentar obter um lucro maior. Essa operação geralmente envolve riscos, grandes ou pequenos.

Agressivo x conservador
Dessa forma, escolher entre guardar ou arriscar tem mais a ver com a forma como lidamos com o dinheiro do que com as opções oferecidas pelos bancos. Tem os que ficam receosos em perder o pouco que tem, mas há aqueles que não tem medo de arriscar.

Quem opta por guardar e economizar o seu dinheiro no fim do mês normalmente possui um perfil mais conservador. Ele não se incomoda em não ganhar – desde que ele também não perca. Como diz o ditado, “melhor um pássaro na mão do que dois voando”.

Já os que escolhem fazer um investimento em outras opções preferem enfrentar riscos do que ver o dinheiro parado e são bem mais agressivos. Eles seguem outro ditado: “quem não arrisca, não petisca”.

Guardar dinheiro para atingir um objetivo único
Você lembra qual foi a última vez em que conseguiu economizar e o que o motivou a fazer isso? Pode até não se recordar exatamente, mas certamente foi para realizar algum sonho ou atingir alguma meta em sua vida.

Quem escolhe essa modalidade não quer ganhar dinheiro ou ficar rico. O objetivo é justamente chegar no valor desejado – e só. É uma ação que tem início, meio e fim, ou seja, a pessoa sabe quando começa e estipula quando deve terminar.

Quem poupa e economiza seu salário por vários meses deseja adquirir algum produto ou serviço que tenha um preço elevado. Por exemplo: para comprar um carro, normalmente guardamos um dinheiro para dar uma entrada e, depois, para pagar as parcelas.

Portanto, é uma prática que exige planejamento e, principalmente, disciplina. É preciso definir o valor a ser economizado por mês e o período de tempo. Assim, independentemente dos imprevistos que possam acontecer, é crucial guardar esse dinheiro.

Investir para ganhar mais no futuro
Em compensação, quais aplicações você costuma colocar o dinheiro que sobra no fim do mês? Poucos sabem, mas a grande maioria dos brasileiros possui um tipo de investimento: a caderneta de poupança oferecida pelos bancos.

O problema é que essa modalidade é a mais conservadora possível: o risco é zero, mas os ganhos são mínimos e não influenciam no rendimento. Há outras categorias mais interessantes que podem render um lucro interessante no futuro.

Para isso, além de planejamento, é preciso ter estudo, pesquisa e monitoramento do mercado. Quem investe corre riscos e, para não ter prejuízo, é necessário acompanhar constantemente a flutuação das taxas para ver se ainda é a melhor opção.

Assim, quem resolve investir não faz para comprar algo específico, mas quer enriquecer e melhorar sua situação financeira no futuro. É uma opção, por exemplo, para quem deseja ter mais uma fonte de renda quando envelhecer.

Escolha a melhor opção para a sua vida
Não há certo ou errado quando o assunto é sua saúde financeira. Seja guardar ou investir, o ideal é encontrar a modalidade que atenda seus objetivos naquele momento e, evidentemente, não comprometa o seu salário no fim do mês.

Aqueles que preferem guardar dinheiro podem fazer isso na própria casa, com o famoso cofrinho, ou usar até mesmo a caderneta de poupança. No final, o dinheiro estará à disposição quando você atingir o valor desejado.

Os que preferem investir no futuro podem optar por modalidades de risco, como ações na bolsa, ou mais seguras, como previdência privada. Quando bem planejadas, garantem um rendimento extra para o seu futuro.

Por Tainá Fantin – Comunique-se

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