quinta-feira, janeiro 20, 2022

IR: saiba como declarar cada tipo de investimento

26/02 – Assessoria Mongeral Aegon
Especialista aponta quais são os principais cuidados na hora da declaração do imposto de renda
A poucos dias do início do período de declaração do Imposto de Renda, os contribuintes devem começar a se preparar para escolher o modelo que melhor se encaixa no seu perfil e também evitar erros ao declarar passo a passo sua vida financeira em 2013.
Para quem não alterou suas fontes de renda ou os recebimentos e gastos no ano anterior, o ideal é seguir o mesmo modelo adotado e atualizar os valores. Porém, quem vai declarar Imposto de Renda pela primeira vez em 2014 ou iniciou alguma modalidade de investimento no último ano deve ficar atento aos detalhes. “É muito comum ter dúvidas no momento de preencher a declaração. Quem começou algum investimento em 2013 tem que primeiramente entender sua forma de tributação para escolher qual o melhor modelo para cada caso. Se completo ou simplificado”, aponta Cláudio Pires, diretor de investimentos da Mongeral Aegon.
Por esse motivo, é importante ter atenção não apenas aos detalhes de cada tipo de investimento, mas, principalmente, ao seu tipo de declaração para saber quais os investimentos mais adequados para cada perfil. O especialista Cláudio Pires esclarece os principais pontos para que o contribuinte não se confunda na hora do preenchimento. “Em primeiro lugar, é muito importante fazer a declaração do imposto de renda com calma. Com todas as movimentações financeiras do ano anterior em mãos fica muito mais fácil de preencher corretamente os formulários”, alerta Cláudio. E para quem ainda tem dúvidas, seguem algumas dicas:
– No caso da previdência privada, como há duas modalidades de investimento, o contribuinte deve ficar atento à forma de declaração. Para quem faz o modelo completo, o ideal é contratar um PGBL, com o qual é possível deduzir até 12% da renda bruta anual. E, na hora de declarar, o contribuinte deverá inserir as informações na aba “Pagamentos e Doações Efetuados”, incluindo os valores pagos em seu nome e de seus dependentes à previdência;
– Já quem faz a declaração simplificada, deve optar pela modalidade VGBL. Neste caso, as contribuições realizadas não são dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda e, portanto, não devem ser declarados. Nesta modalidade, o contribuinte deve informar à Receita apenas o total do valor acumulado até o momento. Esta informação deverá ser inserida na aba “Bens e Direitos”, utilizando o código referente ao plano de seguro de vida; 
– Quem investe em ações precisa declarar os ganhos líquidos, os prejuízos e a posição das ações e os contratos mantidos até o dia 31 de dezembro do ano passado no formulário “Demonstrativo de Renda Variável”. No caso de ações, ao preencher essas informações, o programa automaticamente apura o resultado final e mostra se houve lucro ou prejuízo. No primeiro caso, o contribuinte é avisado sobre o valor de imposto devido (15% para operações comuns e 20% para day-trade). Já no segundo caso, o programa entra o valor como prejuízo e o transporta para o próximo mês. Por lei, o contribuinte não é taxado se sua movimentação mensal for igual ou inferior a R$ 20 mil;
– Aqueles que mantêm investimento em poupança devem declarar em “Bens e Direitos” apenas quando o valor acumulado é maior ou igual a R$ 300 mil. Os rendimentos também são isentos, mas caso estes superem os R$ 40 mil mensais é necessário declarar. Neste caso, eles devem ser informados em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”;
– Para os que investem em fundos de renda fixa, também é preciso informar no momento da declaração os valores totais, ainda que eles sejam tributados diretamente na fonte. Quem possui este tipo de investimento já tem um recolhimento semestral de 15%, descontado da quantidade de cotas que o contribuinte possui. E a diferença entre o valor pago e o valor total do imposto é pago no momento do resgate.
“Esses são alguns dos principais pontos aos quais os contribuintes que têm algum tipo de aplicação financeira devem ficar atentos na hora da declaração. Porém, não é preciso temer a malha fina caso algum dado seja inserido errado e a declaração já tiver sido enviada. Se isso acontecer, basta enviar uma declaração retificadora”, completa Cláudio. Para fazer essa retificação, é preciso entrar no próprio programa em que foi elaborada a declaração original a ser corrigida e selecionar a opção “Declaração Retificadora” abaixo da pergunta “Que tipo de declaração você deseja fazer?”. Em seguida, basta informar o número do recibo da declaração a ser retificada e alterar a informação que deve ser corrigida.
Portal ContNewshttp://www.portalcontnews.com.br
Informações pertinentes ao dia-a-dia dos profissionais contábeis. Notícias contábeis diárias, vídeos de eventos contábeis e conteúdos específicos para o contador!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Posts Relacionados

Populares

Plantão ContNews

Tem eBook pra você

eBook para DP: Produtores Rurais

eBook para DP: Produtores Rurais

spot_imgspot_img

CADASTRE-SE NA NEWS

Assine a nossa lista e receba novidades sobre o Contabilidade na TV.

OBRIGADO

POR SE INSCREVER!