quinta-feira, janeiro 27, 2022

Programa aumenta produtividade de empresas brasileiras

O Brasil Mais Produtivo ampliou a produtividade das empresas em 52%, na média

O projeto atua em três frentes: busca por manufatura enxuta, isto é, diminuir os desperdícios produtivos, tornando os processos mais eficientes; eficiência energética; e a digitalização das fábricas para inserção do Brasil na quarta revolução industrial. Em dois anos de atuação, o programa trabalhou com três mil empresas em todo o país e conseguiu aumentar a taxa de produtividade das indústrias atendidas, em média, em 52% – o número é duas vezes e meia maior ao esperado no início do projeto (20%).

O foco do programa são as indústrias de pequeno e de médio porte e que tenham de 11 a 200 funcionários. A consultoria em manufatura enxuta, foco da primeira etapa do programa, custa R$ 18 mil, sendo que R$ 15 mil foram subsidiados pelo governo federal. Dados do programa mostram que o empresário recupera o investimento próprio, no valor de R$ 3 mil, em 23 dias. Com a soma subsidiada, o prazo de retorno é de quatro meses.

Produtividade e eficiência são palavras que estão na ponta da língua dos empresários, independentemente do porte da empresa. A busca por diminuir custos e aumentar os resultados ganha ênfase em períodos de desaquecimento da atividade econômica como a que o Brasil vem atravessando nos últimos anos. Por isso, programas que ajudem os empresários a identificar falhas nos processos e a tornar a empresa mais competitiva são essenciais. Nesse contexto, ganham relevância projetos como o Brasil Mais Produtivo, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e executado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Otimizar processos é essencial porque este é um dos gargalos da produção brasileira. Dados do estudo Produtividade na Indústria, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o Brasil está na lanterna em relação aos dez principais parceiros comerciais mundiais. Enquanto a média de crescimento de produtividade brasileira em uma década foi de 5,5%, em países como a Coreia do Sul, o índice foi de 44%, nos Estados Unidos, 16,2% e no México, 9,2%.

Confira mais informações sobre o Programa Brasil Mais Produtivo e o relato de grandes empresas que aderiram ao programa e obtiveram bons resultados:

NOVA ERA – O empresário Edgard Segantini Júnior, 48 anos, tem uma indústria de sorvetes no Nordeste brasileiro. A Sorvetes Frosty comercializa para quatro estados brasileiros: Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Maranhão e atualmente emprega 285 pessoas. A fábrica fica no município cearense de Maracanaú, área metropolitana de Fortaleza (CE). Com o desaquecimento da economia brasileira, Júnior começou a pensar em alternativas para enxugar despesas. Foi então que surgiu a oportunidade da Frosty participar do Brasil Mais Produtivo.

Segundo ele, desde o início da participação no programa, a fábrica aumentou em 40% a produtividade. Depois do ganho do Brasil Mais Produtivo, a Frosty está passando por nova etapa do projeto: digitalização dos sistemas e implementação de conceitos de Indústria 4.0 para monitoramento da produção em tempo real.

“Ser mais produtivo é essencial para a sobrevivência das empresas. Se não produzir com menor custo, vender mais barato, a empresa não resiste à crise”, afirmou Júnior.

Na análise do gerente-executivo de tecnologia e inovação do Instituto SENAI de Tecnologia Metalmecânica do Ceará, Pablo Padilha, o projeto foi bem executado no Ceará. Segundo ele, o estado tem 92% dos empreendimentos econômicos na faixa de micro e pequeno porte e o parque fabril é antigo. “A consultoria em gestão é fundamental para melhorar os processos”, comenta.

Padilha explica que os consultores notaram a necessidade de integrar mais as áreas comercial, de fabricação e da Programação e Controle de Produção (PCP). “A consultoria identificou que, nas fábricas cearenses, a movimentação era muito grande. Na hora de produzir, os funcionários se movimentavam muito. Um mudança de posição de máquinas ajudou na produtividade”.

O foco do programa são as indústrias de pequeno e de médio porte e que tenham de 11 a 200 funcionários

Números das consultorias do Brasil Mais Produtivo mostram redução de 60,59% das movimentações dentro das fábricas no país. O projeto começou em abril de 2016 e, além do SENAI e do Sebrae, conta com a participação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Por Flávia Maia / Agência CNI de Notícias

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