sábado, janeiro 22, 2022

Reservas internacionais do Brasil somaram US$374,72 bilhões em 2018

As reservas internacionais do país somaram US$374,72 bilhões em dezembro de 2018, valor levemente acima do observado no ano anterior – US$373,97 bilhões. No ano passado, as reservas internacionais brasileiras apresentaram resultado positivo de 1,17%.

O Brasil investiu principalmente em ativos com baixo risco de crédito: 90% dos investimentos brasileiros foram em papéis com classificação de crédito “Aaa”, 7% em papéis “Aa” e 3%, “A”. O risco de mercado (Value at Risk – VaR) médio dos investimentos, que agrega as componentes de juros e de moedas, em 2018, foi de 1,5% ao ano, o menor valor dos últimos dez anos.

Os dados estão na 11ª edição do Relatório de Gestão das Reservas Internacionais, divulgado pelo Banco Central (BC). O documento detalha a evolução das reservas internacionais do Brasil, destacando as informações de seu gerenciamento ao longo de 2018.

Isabela Damaso, chefe do Departamento de Riscos Corporativos e Referências Operacionais, explica que a gestão das reservas internacionais baseia-se nos objetivos estratégicos e no perfil de risco e retorno estabelecidos pelo Comitê de Governança, Riscos e Controles (GRC), que reúne a Diretoria Colegiada do BC.

“Seguindo essas diretrizes, busca-se uma alocação estratégica que possua características anticíclicas e que reduza a exposição do país a oscilações cambiais”, explica Isabela. “O investimento das reservas internacionais é realizado com o auxílio de técnicas de otimização risco-retorno de carteira, observados os critérios de segurança, liquidez e rentabilidade, priorizados nessa ordem. Dessa forma, flutuações de curto prazo nas variáveis que afetam os preços dos ativos, como cotações de moeda e taxas de juros, não afetam as decisões de longo prazo”, detalha.

Onde e como o BC investe?
Isabela destaca que, como um dos objetivos da gestão das reservas internacionais é a redução da exposição do país ao risco cambial, o dólar norte-americano apresenta-se como moeda de maior participação nos investimentos. Como resultado disso, no final do ano passado a alocação por moedas era de 89,93% em dólar norte-americano, 5,13% em euro, 1,92% em libra esterlina, 1,49% em iene, 0,75% em ouro, 0,47% em dólar canadense e 0,30% em dólar australiano.

Os investimentos das reservas internacionais são realizados prioritariamente em instrumentos de renda fixa, com destaque para títulos governamentais soberanos, títulos de agências governamentais de diferentes países, títulos de organismos supranacionais e depósitos bancários a prazo fixo.

No final de 2018, os investimentos estavam distribuídos da seguinte forma: 93,18% em títulos governamentais; 2,47% em depósitos em bancos centrais e em organismos supranacionais; 1,56% em títulos de agências; 0,88% em Exchange-Traded Funds (ETFs) de renda fixa e renda variável; 0,78% em títulos de organismos supranacionais; 0,36% em depósitos em bancos comerciais; e 0,79% em outras classes de ativos, como ouro e títulos de governos locais.

Quanto ao prazo médio de investimento, Isabela destaca que houve um alongamento dos investimentos e o prazo médio do portfólio como um todo passou de 1,69 ano em 2017 para 2,23 anos, no fechamento em 2018.

Por Banco Central do Brasil

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