Atividades advocatícias e a carga tributária
14/02 – Carla Lidiane Müller para Notícias Contábeis do Contabilidade na TV*
A crise vem afetando diversas atividades em todo o país, e 2016 foi um ano muito ruim para praticamente todo mundo.
Mas os escritórios de advocacia parecem não condizer com essa realidade, isso se for observar os tributos recolhidos.
No ano de 2016, os escritórios de advocacia tiveram um aumento em 3% do recolhimento de tributos se comparado a 2015 já descontando a inflação do período.
No total foram recolhidos uma média de R$ 4,4 bilhões em tributos para a Receita Federal só em 2016.
Em geral os escritórios de advocacia recolhem os seguintes tributos: IRPJ, ISS, INSS, CSLL, PIS e COFINS.
Talvez esse aumento se deva a entrada da figura da Sociedade Unipessoal no Simples Nacional.
Mais profissionais puderam aderir ao Simples, e com menos impostos pode-se ter uma maior receita, estimulando o crescimento da empresa, e com a empresa crescendo mais tributos são recolhidos, mas de uma forma mais igualitária.
Mas enquanto os prestadores de serviços advocatícios estavam aumentado seu recolhimento, outras atividades iam despencando, principalmente na área da construção civil, como, por exemplo, serviços de engenharia e arquitetura.
O que é uma pena, pois estes serviços representam 4% das empresas abertas no país.
Espera-se que em 2017 a crise seja superada, e com isso os empresários do ramo de prestação de serviços possam ter uma melhor prospecção de crescimento com relação a 2016.
Assim talvez seja possível a geração de mais empregos, para compensar um pouco o aumento do desemprego na área de prestação de serviços em 2016, que inclusive foi a mais alta da história.
Os escritórios de advocacia já estão se adaptando e superando a crise, e um dos motivos pode estar relacionado a própria característica desse profissional, de estar sempre se atualizando, aperfeiçoando para poder estar sempre oferecendo um serviço de melhor qualidade a seus clientes.
Para 2017 estas características precisam estar ainda mais evidentes, pois apesar de se esperar uma melhora, não se pode contar com ela, e enquanto isso a carga tributária sob os ombros do contribuinte não tende a baixar.
Apenas neste início de 2017, até o dia 30 de janeiro foram recolhidos cerca de 200 bilhões em impostos e até o momento esse número já aumentou para cerca de 311 bilhões.
Estes valores já estão superando os de mesma data do ano de 2016.
Mesmo com essa arrecadação abusiva, o empresário seja de qual ramo for, deverá acreditar na recuperação da economia, muitos especialistas apontam que o aumento da arrecadação poderá garantir um reflexo positivo em relação a crise.
Isso só o tempo dirá.
Fontes utilizadas na pesquisa:
*Carla Lidiane Müller – Bacharel em Ciências contábeis. Cursando MBA em Direito Tributário
- 14 de fevereiro de 2017
Articulista do Portal ContNews desde 2016. Bacharel em Ciências Contábeis, com MBA em Direito Tributário, cursando especialização em Contabilidade e Gestão de Tributos. Trabalha na SCI Sistemas Contábeis como Analista de Negócios.
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