02/02 – Andréa Bertoldi / Folha Web
As mudanças que o governo federal pretende implantar nos benefícios previdenciários e trabalhistas como seguro-desemprego, pensão por morte, abono salarial e auxílio-doença devem trazer aumento de custos para as empresas dos setores de indústria, comércio e serviços e, consequentemente, repasse de preços para o consumidor final. As alterações foram encaminhadas ao Congresso Nacional por meio das Medidas Provisórias 664 e 665 no final do ano passado e aguardam a aprovação dos parlamentares. A alteração que mais afeta as empresas é a do auxílio-doença. Até agora, as empresas têm que arcar com o custo de 15 dias de salário antes do INSS quando o funcionário precisa de um afastamento para tratamento de saúde. Caso as novas medidas sejam aprovadas, os empresários terão que arcar com um custo de 30 dias.
“Vai representar aumento de custos e criar um efeito cascata”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo. Ele acredita que, em um primeiro momento, a tendência é aumentar os pedidos de afastamento de funcionários. Ele prevê que esses custos sejam repassados para o consumidor final. “É lamentável que isso aconteça”, afirmou.
Segundo Campagnolo, os microempreendedores que atuam no segmento industrial vão sofrer o impacto com mais intensidade até porque a maioria destas empresas têm de dois a três funcionários.
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