Nas últimas semanas, o Refis para Micro e Pequenas Empresas, conhecido como Projeto de Lei 46/2021, foi pauta de inúmeras discussões entre lideranças empresariais, parlamentares e membros do governo.
Torna-se fundamental o parcelamento de débitos tributários para essa que é a mais importante camada empresarial do país. Após dois anos de pandemia é preciso apoio para seguir em atividade e gerar empregos.
De acordo com estudos do Sebrae e da Fundação Getúlio Vargas, são 66% das micro e pequenas empresas endividadas e 28% inadimplentes, o que compromete operação e futuro desses negócios. Nesse sentido, o Refis é o remédio mais adequado.
Em tempos de inflação e consumo reprimido, as empresas estão com fluxo de caixa totalmente descompassado.
Com isso, o Refis surge como única alternativa efetiva por parte da Receita Federal para evitar a falência de micro e pequenas.
Porém, para que a medida tenha sucesso é importante abranger todos os débitos do Simples Nacional, ou seja, na Receita Federal e na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Caso contrário, uma boa fatia de empresas ficará de fora.
O prazo de 180 meses (15 anos), com entrada também facilitada em oito parcelas, dá fôlego para diminuir os impactos nos últimos dois anos.
Segundo o levantamento do Sebrae/FGV, aproximadamente 1,8 milhão de empresas já estavam inscritas na dívida ativa da União por débitos do Simples.
O total das dívidas chega a expressivos R$ 137,2 bilhões. Não é possível fazer vistas grossas para um dado tão significativo, não só do ponto de vista econômico, mas também social. Afinal, estamos falando de incontáveis postos de trabalho em todo o Brasil.
JOGO DE XADREZ
Embora seja verdade que alguns segmentos da economia se aqueceram em tempos de coronavírus, a maioria foi afetada negativamente.
A situação foi agravada devido a falta de capital de giro, a falta de acesso a financiamentos bancários e a burocracia nos órgãos públicos.
Isso levou milhares de empresários a encerrar suas atividades. Até mesmo setores de consumo de necessidade básica estão sentido o efeito.
Medidas paliativas foram executadas em nível federal e municipal. Houve alguns movimentos do Governo Federal, como a postergação de algumas DAS, e de prefeituras, como a de Viamão, que concedeu descontos de 70% da dívida.
Essas iniciativas deram sobrevida a empresas, entretanto não foram suficientes para diminuir os prejuízos.
Um dos indicadores desse “jogo de xadrez”, no qual as empresas buscam a sobrevivência, é a expressiva adesão ao Simples Nacional.
Encerrado o prazo no último dia 31 de janeiro, foram cerca de 600 mil pedidos de ingresso ao regime tributário simplificado.
A prorrogação para regularização de débitos, adiado para 31 de março, permitiu um “respiro” e possibilitou ações de cunho político para dirimir o problema.
PAPEL DOS EMPRESÁRIOS CONTÁBEIS
Mas qual o papel dos empresários contábeis? É diversificar serviços, ouvir e ficar mais próximo de seus clientes, ficar de olho na movimentação do mercado e participar ativamente das entidades representativas.
Essas estratégias podem ser adotadas para auxiliar os clientes em meio a um panorama tão distinto e incerto.
Em relação à esfera política, os empresários contábeis devem ser ainda mais ouvidos quando a pauta for empreendedorismo.
Já houve avanços, mas os governos Federal, estaduais e municipais precisam levar o discurso para a prática.
Devem dar mais atenção a desburocratização e a renovação de alvarás (há prefeituras que levam meses!), por exemplo.
Quanto ao Governo do Estado, aqui do Rio Grande do Sul, em tempos de COVID-19 não houve criação de REFIS.
Esta aí uma pauta para se debater em um ano eleitoral. Nós, empresários contábeis, estamos a postos para ajudar!
Artigo escrito por Flávio Ribeiro Jr – Empresário Contábil
Por Nelson Dutra
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