Artigo escrito por Osvaldo Kusano*
Quando surgiu, a licença-paternidade (que sequer ainda se chamava “licença- paternidade”) tinha duração de um único dia – pela redação do artigo 473, inciso III, da CLT, por ocasião do nascimento do filho, o pai poderia deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por um dia. O instituto tinha, por finalidade, possibilitar que o pai realizasse o registro civil do filho recém-nascido – daí porque a jurisprudência fixou que a licença-paternidade somente poderia se iniciar em dia útil (ainda que o nascimento da criança ocorresse, por exemplo, em um sábado). Mas é certo que a relação entre pai e filho vai muito além da mera realização do registro civil da criança, e não se mostra razoável que o pai seja afastado do convívio dos primeiros dias de vida do filho.
Um pouco mais moderna que a CLT de 1943, a Constituição Federal de 1988 trouxe em seu artigo 7º, inciso XIX, a previsão da licença-paternidade “nos termos fixados em lei”. Contudo, e mesmo que quase completados 30 anos da promulgação da Constituição Federal, a referida lei ainda não foi redigida, mas o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, em seu artigo 10º, parágrafo 1º, institui que, até que o artigo 7º, inciso XIX, da Constituição Federal, seja disciplinado, a licença-paternidade será de no mínimo 5 dias. Há, ainda, a Lei 11.770/2008 (alterada pela Lei 13.257/2016), que permite que a licença-paternidade seja ampliada para um total de 20 dias, desde que a empresa tenha aderido ao Programa Empresa Cidadã, e desde que requerido pelo empregado em até 2 dias úteis após o parto, e comprovada a participação do pai em programa ou atividade de orientação sobre paternidade responsável.
De se destacar, também, a possibilidade de elastecimento da licença- paternidade por meio de normas coletivas, o que foi ratificado pela recente Lei 13.467/2017 (popularmente conhecida como “Reforma Trabalhista”), de modo que a licença-paternidade poderia ser superior aos referidos 20 dias. Vê-se, pois, que a maior participação e presença dos pais nos primeiros momentos de vida de seus filhos vem se refletindo também nas relações empregatícias e nas disposições legais sobre o assunto.
Mas não é apenas no prazo de duração que a licença-paternidade se difere da licença-maternidade: enquanto na licença-maternidade, guardadas as suas peculiaridades, a remuneração da empregada é paga pelo INSS, na licença- paternidade é a empresa empregadora quem arca com a integralidade da remuneração do empregado. Dessa forma, pode parecer curioso que empresas queiram aumentar os períodos de licença-paternidade, já que, sob um olhar mais singelo, não haveria nenhum benefício à empresa.
Mas é de se destacar que, no atual mercado de trabalho, em que se busca a fidelização da mão-de-obra qualificada, a consideração a essa importante relação do pai com o filho recém-nascido agrega muitos valores ao trabalho – sem deixar de mencionar o caso dos empregadores inscritos no Programa Empresa Cidadã, em que essa ampliação trará, ainda, benefícios fiscais à empresa.
*Osvaldo Kusano é advogado especialista em Direito Trabalhista, sócio de Brasil Salomão e Matthes Advocacia.
Por Advice Comunicação Corporativa



























A Licença paternidade, agora com 5 dias.
A contagem dos dias começa no 1 dia útil após o nascimento do bebê ?
Nascendo em uma sexta feira por exemplo, a contagem começaria a partir da segunda feira ?
Olá Josi!
É muito comum que surja a dúvida em relação à forma de contagem da
licença paternidade. A lei não deixa claro, mas costuma-se contar em dias
corridos.
Entretanto, por se tratar de licença remunerada, há o entendimento de que a
licença deve se iniciar em dia útil.
Desse modo, se o nascimento aconteceu em um sábado, por exemplo,
a contagem do prazo licença terá início somente na segunda-feira.
Diante das divergências existentes em relação à interpretação da lei,
é importante verificar a norma coletiva que regulamenta essa licença
para ter certeza dos seus direitos.
Abs,
Tasso RH
http://www.tassorh.com.br
Telefone: (27) 2233-8735
Boa tarde.
Gostaria de saber se eu estiver de férias meu filho nascer durante minhas férias, eu ainda tenho direito a licença paternidade?
Tenho essa dúvida
Olá Marcelo!
Não! A licença é para justificar a ausência da empresa. Uma vez que já está ausente
por motivo de férias não há o que justificar.
Abs,
Tasso RH
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Telefone: (27) 2233-8735
Bom dia !!
“Salário paternidade”, é verídico ?
Olá meu filho nasceu e estou trabalhando em outro estado e dever da empresa compra a passagem para tirar minha licença paternidade ou tenho-me que comprar eu mesmo?????
Olá Fabio!
As despesas com moradia e transportes, devem esta estabelecidas em contrato, no ato da adesão a transferência de local de trabalho. Podendo ser tratada como reembolsos ou como adicional de transferências.
Abs,
Tasso e Scalzer
Meu filho nasceu na terça e minha folga por direito que tenho e quinta , então a quinta n se conta ner