sexta-feira, janeiro 28, 2022

Análise macro do cenário econômico atual

Agora que a reforma da previdência está se encaminhando, e começa-se a discutir mais a reforma tributária, espera-se um crescimento do PIB em 2019 de 0,8%, e para 2020 de 2,5% caso a reforma da previdência seja aprovada, segundo o Ipea.

É necessário que medidas sejam tomadas para a retomada do crescimento no país, que vem sofrendo há anos com uma grave crise gerada principalmente por erros no alinhamento das contas públicas, como desequilíbrio fiscal e má alocação de recursos.

Durante os anos de 2002 e 2010 o país recebia mais recursos externos, isso permitiu que os bancos públicos ampliassem as ofertas de crédito, uma vez que a população teve sua capacidade de endividamento ampliada, entretanto essa estratégia também teve seu custo, em 2013 grande parte do crédito do país vinha dos bancos públicos, e o resultado foi um mercado endividado e sem condições de consumir ou produzir.

Mas enfim, depois de um período mais conturbado, com a vinda do acordo de livre comércio com a União europeia vê-se uma chance de o país entrar em um ciclo econômico mais favorável. O acordo celebrado no dia 28 de julho abarcará um quarto do PIB mundial e quase 780 milhões de consumidores.

Palco de um marco histórico, o G20 finalmente fechou o tratado Mercosul-União Europeia e entre todas as áreas o agronegócio brasileiro será o setor mais impactado positivamente, uma vez que é bem mais competitivo que o europeu. Não à toa, é tido por muitos como o “celeiro do mundo”, já que exporta parte significativa dos produtos agrícolas que produz.

O Brasil espera que com essas mudanças junto com a reforma da previdência e a reforma tributária teremos um protagonismo ainda maior na economia, apesar das dificuldades sobre estes temas.

A variação de ideias na reforma tributária com seus diversos projetos em análises, poderá ser um entrave para que a reforma deslanche, será necessário que haja uma unificação de ideias entre as propostas para que ela possa progredir mais rapidamente. A reforma tributária deve ser feita em parceria do Executivo com o Legislativo. Assim como na previdenciária, os problemas tributários já são conhecidos, como redução do custo de contratação em todos os setores, simplificação da legislação tributária e fim da guerra fiscal.

O país precisa das reformas e também de outras medidas para que a economia volte a crescer, senão nosso crescimento ficará estagnado, e com as mudanças previstas o país poderá crescer em ritmo mais acelerado, de 3 a 4% ao ano, no longo prazo e de forma sustentável.

Por ora, ainda estamos na espera dessas melhoras, pois ainda está se colhendo os resultados de políticas monetárias e fiscais erradas que causaram a queda do crescimento potencial da economia brasileira. O que segundo especialistas deve-se focar é na resolução de dois grandes problemas o fiscal e o de produtividade. Sem a reforma da previdência não será possível resolver o problema fiscal, e quanto a questão da produtividade, essa ficará por conta de medidas pró-mercado.

Carla Lidiane Müller
Bacharel em Ciências Contábeis, com MBA em Direito Tributário, cursando especialização em Contabilidade e Gestão de Tributos. Trabalha na SCI Sistemas Contábeis como Analista de Negócios e é articulista do Blog Contabilidade na TV desde 2016.

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