quinta-feira, janeiro 27, 2022

Confiança de Serviços avança mas retomada ainda é lenta em comparação a demais setores da economia

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas, avançou 6,0 pontos em agosto, para 85,0 pontos. Após quatro meses de altas consecutivas, o índice ainda segue abaixo do nível pré-pandemia, dado que em fevereiro o índice estava em 94,4 pontos. Em termos de médias móveis trimestrais, o índice subiu 8,2 pontos.

“Em agosto, a confiança de serviços segue a trajetória de recuperação. Apesar da alta, a velocidade dessa retomada tem se mostrado mais lenta que nos demais setores da economia. O resultado positivo desse mês foi influenciado tanto pela melhora da percepção com o momento presente quanto das expectativas. A confiança dos empresários de serviços tem evoluído junto com as medidas de flexibilização, mas alguns segmentos ainda encontram obstáculos e a elevada incerteza dificulta a projeção de um cenário mais otimista no curto prazo”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Houve variação positiva do ICS em todos os 13 segmentos pesquisados exceto o de serviços de Armazenagem, Serviços Auxiliares dos Transportes e Correio, cujo ICS caiu 11,7 pontos. Tanto as avaliações sobre o momento atual quanto as expectativas em relação aos próximos meses melhoraram em agosto, inclusive em proporções similares, acumulando quatro meses de alta. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 5,8 pontos, para 76,8 pontos, ainda abaixo do nível pré-pandemia. O Índice de Expectativas (IE-S), por sua vez, cresceu 6,2 pontos, para 93,5 pontos, o maior valor desde fevereiro desse ano (98,9 pontos).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços aumentou 1,3 ponto percentual para 81,8%, crescendo pelo segundo mês consecutivo e se aproximando do nível pré-pandemia.

Recuperação do otimismo no mercado de trabalho de serviços para 2021

Após o indicador que mede as expectativas de contratação das empresas do setor de serviços ter registrado o mínimo histórico em abril (42,3 pontos), a acomodação das expectativas ante o novo cenário econômico afetado pela pandemia e a posterior flexibilização das medidas de distanciamento social refletiu na recuperação do otimismo das empresas quanto à empregabilidade no setor para os próximos meses. Em agosto o indicador chegou a 78,0 pontos, recompondo cerca de 82,6% da queda registrada em abril. Vale lembrar que o indicador registrou 94,6 pontos em dezembro de 2019 e vinha em tendência de queda desde o início do ano.

Analisando os principais segmentos, percebe-se que os setores de serviços Profissionais e Outros (com atividades relativas à manutenção, setor imobiliário e demais serviços) recuperaram mais de 80,0% das perdas de abril. Convém ressaltar, contudo, que os serviços Profissionais foram os que registraram a maior queda (44 pontos) e o menor nível em abril entre os setores mencionados.

Por Portal IBRE FGV
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