Desoneração da folha deve deixar de valer a pena no PR
30/03 – Fábio Galiotto / Folha Web
O aumento da alíquota para o modelo de desoneração da folha de pagamentos deve tornar a adesão rentável, no Paraná, apenas para empresas de vestuário, segundo contas da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A tendência é que outros setores que tenham adotado o modelo de substituição tributária voltem a recolher 20% de INSS sobre o valor do salário dos funcionários, em vez de percentual sobre o faturamento.
Isso porque a elevação de impostos representaria alta de até 150%. A proposta inicial do governo federal, criada em 2011, recolhia 1% ou 2% do faturamento no lugar dos 20% sobre salários. A alteração no projeto, feita como parte do ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, eleva as alíquotas, respectivamente, para 2,5% e 4,5% sobre a receita. A vantagem é que a adesão era compulsória para 59 setores e passará a ser opcional.
O economista Roberto Zurcher, da Fiep, afirma que o aumento de imposto diminui a competitividade de setores que haviam sido beneficiados. “Com essa nova alíquota, somente vestuário tem vantagem, e isso na média”, diz. Ele lembra que cada empresa deve fazer as próprias contas e que apenas as que têm grande número de funcionários podem ter economia.
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