O Banco Central divulgou, na quinta-feira (24 de abril) as diretrizes para o “open banking”, que devem balizar a regulamentação da prática no Brasil. No segundo semestre, devem ser colocadas em consulta pública propostas e cronograma de implementação. Na análise do consultor financeiro e autor do livro “Conquiste Mais”, Guilherme de Almeida Prado – fundador da Konkero, a medida vai aumentar a competição no mercado ao permitir que as fintechs tenham acesso às mesmas informações sobre clientes que os grandes bancos têm.
A circular estabelecendo as principais diretrizes que irão balizar a regulamentação do “open banking” foi publicada nessa quinta-feira, 25 de abril, pelo Banco Central. A proposta é que no segundo semestre deste ano seja conduzida uma consulta pública sobre normativos e cronograma de implementação – que deve ocorrer em 2020. Com a medida, as instituições financeiras devem compartilhar os dados cadastrais e transacionais dos clientes, inclusive informações sobre contas de depósito, operações de crédito, produtos e serviços contratados pelos clientes. Esse compartilhamento será conduzido por meio de abertura e integração de plataformas e infraestruturas de tecnologia, desde que o correntista autorize.
Em nota divulgada, o Banco Central desta que open banking“busca aumentar a eficiência no sistema financeiro nacional mediante a promoção de ambiente de negócio mais inclusivo e competitivo, preservando a sua segurança e a promoção dos consumidores”. Para o consultor financeiro Guilherme de Almeida Prado, a medida do Bacen visa aumentar a competição do setor financeiro. “Essa é uma tendência mundial. As informações de compra e uso de serviços financeiros é do próprio consumidor. E ele é quem deve decidir se quer compartilhar as suas informações com outras empresas. Hoje, esses dados ficam exclusivamente concentrados em cinco grandes bancos, nos quais os clientes têm conta. Na prática, a medida vai aumentar a competição no mercado e, principalmente, vai permitir que as pequenas fintechs tenham mais chances de competir”, avalia, acrescentando que os grandes bancos têm vantagens na análise de crédito para os clientes. “Com o open banking, se o cliente autorizar, uma fintech poderá ter acesso a informações que só os grandes bancos têm, ou seja, aumentam as chances de competir. O setor e o consumidor ganham com essa medida”, defende.
Do ponto de vista do cliente, o open banking vai permitir que visualizem – em um único aplicativo – o extrato consolidado de todas as contas bancárias e investimentos; podem, ainda, realizar transferências e pagamentos sem precisar acessar o aplicativo do banco.
Por Frida Luna



























0 comentários