quinta-feira, janeiro 27, 2022

ICST de agosto: confiança dos empresários da construção está próxima do patamar pré-covid

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, avançou 4,1 pontos, alcançando 87,8 pontos em agosto. Após quatro meses consecutivos de alta, o índice recuperou 82% dos pontos perdidos em março e abril desse ano.

“A Sondagem mostra que a confiança dos empresários da construção está próxima do patamar pré-covid, refletindo a evolução favorável de seus dois componentes. Contudo, mesmo com a retomada a um cenário anterior de atividades, o ciclo produtivo foi afetado, uma vez que durante a pandemia muitos negócios foram adiados ou cancelados. Para 35,6% das empresas, os negócios continuam fracos, contra 29% em fevereiro, o que significa que a retomada está sendo mais difícil para algumas empresas. ”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

Neste mês, o resultado positivo do ICST foi influenciado por perspectivas menos pessimistas para os próximos meses e principalmente pela melhora da situação corrente. O Índice de Situação Atual (ISA-ST) aumentou 5,8 pontos, para 81,8 pontos, ficando 4,9 pontos abaixo de fevereiro (86,7 pontos), o maior valor desse ano. O indicador de situação atual dos negócios subiu pelo terceiro mês consecutivo e foi o quesito que mais contribuiu para a recuperação do ISA-CST em agosto ao variar 6,8 pontos para 84,0 pontos. Além disso, o indicador de carteira de contratos avançou 4,9 pontos para 79,8 pontos. Apesar da melhora, ambos permanecem abaixo do nível pré pandemia.

O Índice de Expectativas (IE-CST) aumentou 2,4 pontos, para 94,1 pontos, recuperando 87,5% das perdas sofridas no bimestre março e abril. Os indicadores de demanda prevista e tendência dos negócios avançaram 1,9 ponto e 2,7 pontos, para 94,0 pontos e 94,1 pontos, respectivamente.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) subiu 3,6 pontos percentuais (p.p.), para 73,5%. Pelo terceiro mês consecutivo, a maior contribuição veio do NUCI de Mão de Obra, que avançou 3,8 p.p., para 75,2%. Já o NUCI de Máquinas e Equipamentos aumentou 2,6 p.p. para 64,5%.

Fatores limitativos

Um aspecto importante a ser destacado nessa sondagem é a queda expressiva de assinalações no quesito Demanda Insuficiente como fator de limitação – depois de alcançar 60,3% em abril, caiu para 44,4% em agosto. Esse é o menor percentual desde fevereiro de 2015 (44,1%) e está, em grande parte, relacionado ao bom desempenho recente das vendas no mercado imobiliário residencial. Vale registrar também o aumento de assinalações em Escassez de Material e/ou Equipamentos, que alcançou 7,8%, o maior percentual desde setembro de 2010 (9,8%). É provável que essa dificuldade esteja relacionada ao crescimento expressivo da demanda de materiais por parte das famílias, que vem sendo registrado pelo comércio varejista, avaliou Ana Castelo.

Por Portal IBRE FGV
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