Previdência privada não está garantindo futuro tranquilo
02/06 – Léa de Luca / Brasil Econômico
Foi-se o tempo em que contribuir para um plano de previdência privada para complementar a pensão do INSS era garantia de uma aposentadoria tranquila. Muitas mudanças no mercado de trabalho e nas aplicações financeiras reduziram o tamanho das pensões pagas — que na década de 1970 chegavam a ser equivalentes aos salários mensais recebidos na ativa. Ou seja, os aposentados empobreceram — e a situação é pior para quem ganha menos, porque gasta mais depois de aposentado do que antes.
“Hoje, quem ganha até R$ 4.160,00 contribui em média com 5% do salário, mas deveria contribuir com 8% para ter pensão equivalente a 120% do seu salário quando parasse de trabalhar; para quem ganha entre esse valor e R$ 10 mil, a contribuição deveria ser de 13% a 19% para ter de 80% a 100% do salário; e quem ganha mais de R$ 10 mil teria que aumentar a contribuição de 10% para 18%, para se aposentar com 80% do salário”, calcula Geraldo Magela, líder da área de Previdência da Mercer, em evento sobre o tema realizado ontem em São Paulo pela consultoria. A conta prevê 30 anos de contribuição.
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