Muitos empresários contábeis buscam qualificação técnica permanentemente, mas, em virtude da correria do dia a dia, acabam deixando de lado o aprimoramento de gestão e liderança. Sabendo disso, o CONTNEWS dessa semana, realizado nesta quarta-feira, dia 26, reuniu especialistas do setor para trazer dicas e auxiliar o público a cuidar da sua própria empresa e crescer como liderança.
A consultora de treinamentos empresariais Lúcia Young falou do papel da contabilidade de custos para o sucesso dos negócios; a fundadora e CEO da G-Click, Cristiane Andrade, explicou como fica a cultura organizacional após um ano de home office; o CEO Best Speaker, especialista em Comunicação e Oratória, Edgar Caetano, deu dicas sobre liderança; e as consultoras da SCI Sistemas, Jení Schulter e Carla Moritz, explicaram como proceder em relação à entrada do Grupo 3 no eSocial e na EFD-Reinf. Confira o resumo do bate-papo, comandado pela jornalista e produtora executiva do Canal Contabilidade na TV, Magda Battiston.
A importância da gestão de custos
Qual o principal motivo de muitas empresas fecharem suas portas pouco tempo depois do seu nascimento? Ao responder a esse questionamento, a consultora de treinamentos empresariais Lúcia Young afirmou que a contabilidade de custos tem duas funções essenciais: auxiliar no controle e dar suporte à tomada de decisões. “É importante identificar onde estão os problemas, onde houve perdas, se algum produto ou serviço está dando prejuízo e, com base em números, adotar medidas assertivas, ao mesmo tempo em que se deve investir no que vem dando certo”, disse a especialista, ao ressaltar que todos os custos, como funcionários, estrutura, água, energia e diversos outros, devem ser considerados para averiguar como eles se comportam.
Segundo Lúcia, com a correta gestão de custos é possível não apenas cortar gastos, mas saber onde cortar, estancar desperdícios que a empresa está tendo, saber precificar o produto ou o serviço, reaproveitar produtos e estruturas, reduzir custos, identificar tempo ocioso de um colaborador ou capacidade ociosa de um equipamento. “Essas análises são extremamente positivas para as empresas, independentemente, do ramo de atividade, do seu porte ou regime tributário”, argumentou a empresária contábil, ao explicar a importância da segregação do que é custo – tudo aquilo que está ligado ao processo produtivo –, e despesas – que não estão relacionadas ao produto ou serviço final –, como despesas administrativas e financeiras. “A contabilidade de custos evoluiu para a contabilidade gerencial e hoje em dia elas andam juntas”, acrescentou.
Um ano de home office: como fica a cultura da empresa?
As empresas que possuem uma cultura organizacional mais adaptativa, com foco em inovação, tiveram mais facilidades de vencer os desafios impostos pela pandemia de COVID-19, segundo a fundadora e CEO da G-Click, Cristiane Andrade. Para a gestora, a crise sanitária funcionou como um catalisador de muitas iniciativas. “Ações que precisavam ser feitas mas eram postergadas, como a troca de softwares e a utilização de serviços em nuvem, se tornaram obrigatórias e foram aceleradas”, disse ela, ao destacar que o home office trouxe desafios para os colaboradores, que precisaram conciliar as rotinas profissionais e familiares, e para os gestores, que tiveram que coordenar suas equipes de longe e com novas missões, como o cuidado com a saúde mental. “São dores que provocam mudanças”, acrescentou.
Após mais de um ano de trabalho remoto, uma nova realidade se delineou e a atuação híbrida, com mescla do home office e a forma presencial, ganhou destaque. A partir daí, estão surgindo novos desafios para os gestores. “É fundamental manter a cultura organizacional ao contratar, desligar e se relacionar com a equipe”, disse a empresária contábil, ao destacar que vídeos gravados, processos bem mapeados e o estudo do perfil dos colaboradores são iniciativas atuais de grande valia. “A comunicação vem assumindo um novo papel e o gestor precisa sempre lembrar que as ações devem estar alinhadas com o propósito da empresa”, disse ela, ao apontar ainda a relevância de se escolher boas ferramentas e sistemas para viabilizar que todo esse fluxo funcione.
Comunicação na Liderança
Pesquisas indicam que 47% das empresas que possuem exímios comunicadores têm mais lucratividade e 60% têm prejuízos financeiros por motivos de falhas ou ruídos de comunicação. Para o CEO Best Speaker, especialista em Comunicação e Oratória, Edgar Caetano, as formas de comunicação têm impacto direto nos recursos, nas receitas, na lucratividade e nas vendas. “Precisamos adotar e avaliar indicadores relativos à comunicação, pois ela permeia todos os âmbitos corporativos e resultados”, afirmou o especialista, ao ressaltar que uma comunicação poluída, violenta, sem clareza e objetividade pode trazer grandes prejuízos aos empreendimentos.
Como se vê, a comunicação é fundamental para qualquer papel profissional, mas quando falamos de liderança essa relevância aumenta. Cabe ao líder entender o propósito e o direcionamento da empresa e repassar isso para sua equipe. Contudo, Edgar apontou que o domínio e a segurança de um líder para cativar e influenciar pessoas vêm de sua coerência. “É importante praticar o que se fala e agir de acordo com o próprio discurso. O verbal e o não verbal precisam ainda estar alinhados”, explicou ele, ao afirmar que é dessa forma que se conquista a confiança e o respeito dos liderados.
Últimas sobre o eSocial
Com o adiamento do eSocial Simplificado surgiram algumas dúvidas dos contribuintes e escritórios de contabilidade sobre como proceder a partir de agora. De acordo com a analista de Negócios da SCI, Jení Schulter, agora o importante é o foco na entrada do Grupo 3 com a folha de pagamento. “Este é o maior número de empresas e contempla as optantes do Simples Nacional, MEIs, entidades sem fins lucrativos” explicou ela, ao reforçar que as pessoas físicas são exceção e não integram o sistema na competência maio, como as demais. Segundo a especialista, a obrigatoriedade contempla as remunerações, os desligamentos com os valores das rescisões, contratação de colaborador avulso, desoneração, além disso, a informação sobre aquisição de produção rural. “A competência maio deve ser enviada até 15 de junho e a competência junho até 15 de julho”, destacou Jení, ao pontuar que serão dois meses sem novidades.
Novidades na EFD-Reinf
A competência maio da Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf) deverá ser enviada até 15 de junho. Segundo a consultora da SCI Sistemas Contábeis, Carla Moritz, muitos contribuintes ficaram confusos com a suspensão temporária da implantação do evento R-2055, que faz parte da versão 1.5.1 dos leiautes. “Todos devem ficar atentos porque precisam entregar, mesmo que for sem movimento”, disse ela, ao aconselhar o envio com alguns dias de antecedência, para evitar algum tipo de problema, principalmente porque agora entra um grande número de empresas no sistema.
Não perca todas as dicas e informações, acesse a íntegra da edição em https://youtu.be/QJeqv8BfC20.
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