sábado, janeiro 22, 2022

Queda do Indicador Antecedente de Emprego sugere perda de ritmo na recuperação do mercado de trabalho

Indicador Antecedente de Emprego

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas caiu 2,2 pontos em janeiro, para 83,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o IAEmp interrompeu a tendência de alta iniciada em julho de 2020 ao ceder 0,5 ponto, para 84,5 pontos.

A queda do IAEmp em janeiro sugere uma perda de ritmo da recuperação do mercado de trabalho. Nos últimos meses o indicador vinha oscilando, mas ainda em patamar abaixo do que era observado no período anterior a pandemia. A provável desaceleração da atividade econômica no primeiro trimestre e o elevado nível de incerteza ainda não permitem que seja possível imaginar uma melhora desse indicador no curto prazo”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Indicador Coincidente de Desemprego
O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) cedeu 3,8 pontos para 98,8 pontos. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. Em médias móveis trimestrais houve alta de 0,8 ponto, para 100,3 pontos, maior nível desde março de 2017 (101,3 pts.).

Depois de quatro meses o ICD voltou a cair, mas ainda é preciso cautela com o resultado pois ainda se encontra em nível muito elevado. Os próximos resultados podem confirmar se houve uma inversão da tendência, mas o fim dos programas do Governo, a dificuldade que alguns setores ainda encontram na recuperação e a piora dos números da pandemia ainda não sugerem uma expectativa positiva para os próximos meses”, de acordo com Tobler.

Destaques do IAEmp e ICD
Dos sete componentes do IAEmp, cinco registraram queda em janeiro, com destaque para os indicadores que retratam a situação corrente na Indústria e no setor de Serviços, que recuaram 8,3 e 6,9 pontos no mês. Outro indicador de destaque e que contribuiu para o resultado do IAEmp foi o indicador de Emprego Local Futuro dos Consumidores, que diminuiu 6,0 pontos em janeiro.

No mesmo período, o ICD registrou piora em todas as quatro faixas de renda familiar. Pela segunda vez consecutiva, porém em sentido contrário, a maior contribuição para o resultado foi dada pela classe familiar com renda entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, cujo indicador de Emprego local atual (invertido) reduziu 5,4 pontos na margem.

Por Portal IBRE FGV
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